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Título: Proposta de intervenção psicológica para melhorar as estratégias de enfrentamento da criança hospitalizada
Autor(es): VICENTE, S. R. C. R. M.
Orientador: PAULA, K. M. P.
Palavras-chave: Enfrentamento
Estresse
Hospitalização
Intervenção Psicoló
Data do documento: 17-Nov-2017
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Citação: VICENTE, S. R. C. R. M., Proposta de intervenção psicológica para melhorar as estratégias de enfrentamento da criança hospitalizada
Resumo: A hospitalização é considerada um estressor em potencial para a criança e sua família. Para regulação do estresse, crianças empregam diferentes estratégias de enfrentamento (coping) para lidar com situações que interpretam como ameaça ou desafio às dimensões física e emocional. Esta pesquisa propõe verificar os efeitos de uma intervenção psicológica breve, estruturada e lúdica, para melhorar as estratégias de enfrentamento da hospitalização. Participaram 60 crianças, entre 7 e 12 anos, internadas entre julho e novembro de 2016 em um hospital público do estado, além de seus responsáveis. Os participantes foram abordados após 24 horas de internação, período necessário para se experimentar estressores da hospitalização. Adotando um delineamento quase experimental, com pré-teste e pós-teste, a amostra foi distribuída aleatoriamente em dois grupos com 30 crianças cada: Grupo 1 (G1), que participou das atividades do hospital; e Grupo 2 (G2), submetido à intervenção para o enfrentamento da hospitalização. Os cuidadores responderam, na primeira etapa de avaliação, ao Protocolo de Identificação, com dados gerais sobre a criança e da internação, e ao Questionário de Pais como Contexto Social - QPCS (relato dos pais). As crianças do G1 e G2 responderam à Escala de Stress Infantil (ESI), à Avaliação das Estratégias de Enfrentamento da Hospitalização (COPE-H) e ao QPCS (relato das crianças). Em seguida, o G2 foi submetido à intervenção centrada em um instrumento elaborado para esta pesquisa, denominado Relógio de Enfrentamento, baseado na Motivational Theory of Coping - MTC. Após um período de 48 horas, com rotina de recreação do hospital para G1 e de intervenção para G2, as crianças responderam aos mesmos instrumentos da 1ª etapa de avaliação, acrescido de um questionário sobre a aceitabilidade da intervenção para o G2. Os dados foram analisados por meio de estatística descritiva e inferencial. Os resultados indicaram critérios de qualidade e adequação da intervenção para melhorar os recursos adaptativos da criança ao lidar com estressores da hospitalização, além de fornecer indicadores sobre a viabilidade de sua aplicação em outros contextos de internação. No QPCS (relato dos pais) de ambos os grupos, a dimensão de maior média foi estrutura, seguida de incentivo à autonomia. Para o QPCS (relato das crianças), nos dois grupos, a dimensão afeto obteve a maior média. Em relação ao estresse, os resultados indicaram redução significativa dos níveis entre pré e pós-teste no grupo intervenção. No grupo controle, houve redução da média do escore total de sintomas de estresse no pós-teste, entretanto, não foi estatisticamente significativo. A análise do COPE-H mostrou aumento significativo de desengajamento voluntário e involuntário entre pré e pós-teste no grupo controle; para o grupo intervenção, houve aumento de coping adaptativo e desengajamento voluntário e involuntário entre pré e pós-teste. Na análise das macrocategorias de coping, houve aumento significativo na média das macrocategorias adaptativas entre pré-teste e pós-teste no grupo controle; já para o grupo intervenção, houve aumento da média de comportamentos adaptativos e diminuição da média de comportamentos mal-adaptativos. A intervenção proposta demonstrou evidências de eficácia, sendo importante sua aplicação para melhor adaptação de crianças à hospitalização.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/9114
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