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Título: PROCESSOS de Sedimentação ao Longo da Plataforma Continental do Espírito Santo
Autor(es): VIEIRA, F. V.
Orientador: BASTOS, A. C.
Data do documento: 24-Fev-2017
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Citação: VIEIRA, F. V., PROCESSOS de Sedimentação ao Longo da Plataforma Continental do Espírito Santo
Resumo: A plataforma continental é uma unidade fisiográfica que marca a transição entre a linha de costa atual e o talude continental. De acordo com o tipo de sedimento as plataformas continentais podem ser classificadas como carbonática ou siliciclástica e/ou mista, quando ambos os sistemas coexistem. Nesses ambientes a morfologia e os padrões sedimentares do fundo marinho são controlados por diversos fatores, tais como: processos físicos, aporte sedimentar, mudança relativa do nível do mar e tectônica. A plataforma continental do Espírito Santo apresenta diferentes feições fisiográficas, tornando possível a sua compartimentalização em distintos setores de acordo com as feições e morfologias coexistentes. Estudos pontuais foram realizados ao longo da plataforma, porém devido à falta de informações detalhadas a respeito da distribuição de fácies sedimentares, os processos morfodinâmicos ainda permanecem pobremente entendidos. Neste contexto, o objetivo deste estudo compreende na investigação dos processos de sedimentação ao longo da plataforma do Espírito Santo visando entender a contribuição dos diferentes agentes em escalas espaço-temporais distintas. Além disso, pretende-se entender como mudanças morfológicas e geomorfológicas podem modificar ou até mesmo condicionar os padrões sedimentares observados. Para tanto, dados de sedimentos de fundo (Van Veen) foram coletados ao longo de toda a plataforma, juntamente com levantamentos geofísicos incluindo perfilagem de fundo (StrataBox) e imageamento de fundo com sonar de varredura lateral (Side Scan Sonar). Estas coletas foram feitas ao longo de transectos perpendiculares a linha de costa, distantes entre si por aproximadamente 10 km, com os pontos de amostragem de sedimento iniciando na isóbata de 10 metros, a cada 5 metros de profundidade, até a isóbata de 50 metros. Totalizando 346 pontos de amostragem de sedimento e aproximadamente 1400 km de levantamento geofísico. As amostras sedimentares foram processadas para a caracterização granulométrica, caracterização composicional dos teores de carbonato e teores de mineral pesado. Perfazendo assim, a definição de um mapa de fácies sedimentares. Os achados deste estudo se tornam importantes para caracterizar os diversos agentes físicos que vão influenciar o comportamento do regime sedimentar sobre a plataforma.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/9120
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