Use este identificador para citar ou linkar para este item: http://repositorio.ufes.br/handle/10/9293
Título: Nietzsche contra Nietzsche: linguagem, história e política. Um estudo sobre a Segunda Consideração Intempestiva (1874)
Autor(es): BIASUTTI, R. B.
Orientador: BENTIVOGLIO, J. C.
Data do documento: 21-Jun-2018
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Citação: BIASUTTI, R. B., Nietzsche contra Nietzsche: linguagem, história e política. Um estudo sobre a Segunda Consideração Intempestiva (1874)
Resumo: Em 1874, seguindo seu projeto de lançar uma série de textos curtos sob o título geral de Considerações Intempestivas, o filósofo alemão Friedrich Nietzsche publicou a segunda das considerações, subtitulada Da utilidade e desvantagem da história para a vida. Ainda que a recepção da obra não tenha sido significativa entre os historiadores alemães do período, nela, o filósofo, imbuído de seu característico estilo de escrita beligerante, desfere um ataque ao projeto de formação de uma ciência histórica que estava sendo levado a cabo por proeminentes figuras da tradição historiográfica alemã. Apesar dos claros apontamentos e críticas feitos por Nietzsche à cultura historiográfica de seu tempo, surpreendentemente, ainda são poucos os trabalhos que examinam em detalhes o pensamento histórico do autor; e, quando o fazem, tais trabalhos tendem a considerar muito mais seu aspecto filosófico ou epistemológico do que propriamente histórico, desconsiderando o lócus de produção da obra. Desse modo, a tese que orienta nosso trabalho é a de que as considerações da Segunda Intempestiva, não podem ser compreendidas sem que o contexto histórico e a cultura política na qual a obra foi produzida sejam considerados. Só a análise do pano de fundo político e cultural nos permite recolocar as questões que Nietzsche de fato tinha em mente ao escrever a obra. Ao proceder dessa forma, pretendemos demonstrar que, mais do que um ataque a formação da ciência histórica alemã, a Segunda Intempestiva deve ser entendida como uma reflexão da dimensão política da consciência histórica e como uma tentativa de golpear as relações que se estabeleciam entre o Estado nacional alemão que acabara de nascer, em 1870, e o trabalho dos historiadores. O que o filósofo pretende combater, então, é uma excessiva politização do passado, capitaneada por historiadores a serviço do Estado e que tinha como objetivo a elaboração dos mitos de formação que garantiriam à jovem nação a legitimidade histórica necessária para preservação de sua unidade.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/9293
Aparece nas coleções:PPGHIS - Dissertações de mestrado

Arquivos associados a este item:
Arquivo Descrição TamanhoFormato 
tese_9710_Rusley Biasutti - Dissertação - versão final.pdf1.8 MBAdobe PDFVisualizar/Abrir


Os itens no repositório estão protegidos por copyright, com todos os direitos reservados, salvo quando é indicado o contrário.