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Título: Geografias Polifônicas O perigo da paisagem única na invenção do lugar
Autor(es): SILVA, V. G.
Orientador: O FILHO, A. C. Q.
Palavras-chave: Lugares Imaginários
Imagem (Filosofia)
Diferença (Filosofi
Data do documento: 2-Mai-2016
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Citação: SILVA, V. G., Geografias Polifônicas O perigo da paisagem única na invenção do lugar
Resumo: Anualmente, no dia 23 de maio, ocorre no bairro da Prainha em Vila Velha/ES várias encenações, no feriado que comemora a Colonização do Solo Espírito Santense. Desfiles, exposições, missas, peças teatrais conjugam, a um só tempo, uma narrativa fundadora: Aqui começou a história do Espírito Santo, Vila Velha, berço da história. É possível reconhecer ainda as diversas reverberações desta narrativa colonial, que expressa modos de dizer e de agir na paisagem, nos museus, nos monumentos, nos símbolos e rituais. Nestes discursos e práticas, o início da história está sempre em função da chegada dos colonizadores. Esta primeira constatação faz coro aos estudos pós-estruturalistas e pós-coloniais, que têm como uma de suas frentes reflexivas a problematização das metanarrativas e das histórias-lugares únicos, num esforço de desnaturalização das modernas narrativas espaciais. Inserido nesta perspectiva, nossa pesquisa tem por principal objetivo analisar as consequências de uma política da espacialidade (MASSEY, 2008) quando atrelada a constituição de uma imaginação espacial linear e eurocêntrica. Discutiremos o agenciamento das memórias e narrativas do lugar, tomando como referência autores como Dorren Massey (2007, 2008), Queiroz Filho (2010, 2012), Boris Kossoy (2002), Michel Pollak (1989), Benedict Anderson (2008), Eduardo Pellejero (2009) e Deleuze e Guattari (1977, 2011), cujo mote conceitual nos permite refletir sobre o caráter ficcional das narrativas e imagens, bem como possibilidades outras de grafar e dizer os lugares e suas imaginações espaciais. Para tanto, três movimentos metodológicos serão feitos neste trabalho. Primeiramente será realizado um inventário visual da/na Prainha, composto pelo mapeamento das narrativas expressas pelas imagens e paisagem (monumentos, nomes de ruas, edificações e rituais) e pelo acervo da Casa da Memória (pinturas, fotografias e outros registros historiográficos). No segundo momento buscaremos analisar as narrativas do lugar a partir da construção de um índice de agenciamento, para então problematizá-las, tensionar a pretensão de verdade única sobre o lugar, desconstruir seu caráter naturalizado e universal e por fim, submetê-lo a um movimento que chamamos de multiplicação, uma busca de outros modos de grafar e dizer o lugar.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/9357
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