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Título: Estrutura Genética do Marsupial Marmosops Incanus em Paisagens de Mata Atlântica no Espírito Santo
Autor(es): FONSECA, J. L. G.
Orientador: LEITE, Y. L. R.
Data do documento: 24-Fev-2017
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Citação: FONSECA, J. L. G., Estrutura Genética do Marsupial Marmosops Incanus em Paisagens de Mata Atlântica no Espírito Santo
Resumo: A estrutura, a configuração e a quantidade de hábitat disponível no ambiente ajudam a determinar a viabilidade genética de uma população ou espécie. Em genética da paisagem, conceitos de ecologia da paisagem e genética de populações são utilizados em conjunto para avaliar a conectividade estrutural do ambiente de modo a permitir o entendimento da conectividade funcional de populações na paisagem. Marmosops incanus é um marsupial didelfídeo dependente de floresta com ampla distribuição no bioma Mata Atlântica que é encontrada em maior abundância em ambiente de floresta contínua em algumas regiões, mas em ambientes mais fragmentados em outras regiões, como no Espírito Santo. Nesse trabalho, comparamos a estrutura genética de M. incanus em paisagens de Mata Atlântica do Espírito Santo através de técnicas de isolamento por resistência com o objetivo de se identificar a conectividade genética e possíveis rotas de fluxo gênico entre as populações. Utilizamos oito loci de marcadores microssatélite para avaliar a estrutura, divergência e diversidade genética em 13 localidades. Também testamos a hipótese de que a quantidade de floresta nas diferentes paisagens é determinante para a diversidade e distinção genética da espécie. Marmosops incanus está estruturada em seis agrupamentos genéticos distintos: quatro ao norte do rio Doce que apresentaram maior isolamento genético, e dois ao sul, incluindo o maior agrupamento (denominado Centro-Sul), formado por seis localidades com grande fluxo gênico e valores altos de riqueza alélica. Os resultados obtidos apontam para respostas genéticas diferenciadas da espécie à fragmentação ao norte e ao sul do Rio Doce. No geral, populações de M. incanus em ambientes de floresta contínua ao norte estão mais isoladas geneticamente do que populações em hábitats mais fragmentadas no sul estado. Os mapas das possíveis rotas de fluxo gênico indicam que isso se deve principalmente à configuração dos fragmentos remanescentes. Deve-se exercer cautela ao extrapolar resultados de genética da paisagem encontrados em uma região para outra e que a configuração do hábitat na paisagem é mais determinante para a saúde genética de espécies florestais do que a quantidade de hábitat. Palavras-chave: conectividade, Didelphidae, isolamento por resistência, genética da paisagem, microssatélites.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/9403
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