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Título: ''Influência da temperatura no cultivo unialgal e misto de microalgas (crescimento e composição bioquímica) como subsidio para a produção de bicombustíveis''
Autor(es): MILITAO, F. P.
Orientador: FERNANDES, V. O.
Palavras-chave: Cultivo misto
temperatura
alimentação
biocombustível
Data do documento: 25-Ago-2016
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Citação: MILITAO, F. P., ''Influência da temperatura no cultivo unialgal e misto de microalgas (crescimento e composição bioquímica) como subsidio para a produção de bicombustíveis''
Resumo: A biomassa microalgal tem diversas aplicações comerciais, sobretudo nas indústrias farmacêutica, de alimentos, da criação animal e, mais recentemente, de biocombustíveis. O uso de populações de microalgas em culturas mistas pode conferir vantagens como a redução de custos com contaminação e obtenção de biomassa rica em lipídeos, carboidratos e proteínas. O presente estudo, portanto, visou avaliar o cultivo unialgal e misto de Pseudopediastrum boryanum e Scenedesmus obliquus em duas diferentes temperaturas, em escala laboratorial, em termos da biomassa e da composição bioquímica. O experimento, em triplicata, foi conduzido, em estufas ajustadas as temperaturas de 20 e 30°C, em meio ASM1, fotoperiodo 12/12h e aeração constante por 21 dias. O inoculo foi de 150 mil células/mL para as monoculturas e 75 mil células/mL, de cada espécie, no cultivo misto. Maior densidade celular (13,6 x106 cel/mL) e biomassa (55 g/L) foram registrados no cultivo unialgal de S. obliquus em 30°C. Maiores concentrações de proteínas (672,6 mg/g) foram registradas nos tratamentos P20 e S20 e de carboidratos (6,17 mg/g) em P30. Não houve diferença significativa no teor de lipídeos totais extraídos nos tratamentos S20 (95,5 mg/g), P20 (96,3 mg/g) e M20 (105,3 mg/g). A composição dos FAMEs nas microalgas variou de forma significativa no que diz respeito ao número de insaturações, sendo em sua maioria composta de ácidos graxos monoinsaturados (14-41,8%) e tri-insaturados (18,8-33,2%). Com base nos resultados, conclui-se que cultivo misto de S. obliquus e P. boryanum não demonstrou bons resultados de crescimento e produção de bioquímicos. Alterações na temperatura influenciam o crescimento e a produção de grande parte dos biocompostos, entretanto essa influência difere entre os tratamentos. O perfil de FAMEs não se adequa as normas vigentes para a produção de biocombustíveis, todavia a biomassa rica em proteínas e ácidos graxos essenciais (Ômega 3), sugere um potencial uso como suplemento na alimentação humana e de animais.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/9932
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