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Título: Influência da Pressão Hidrostática Em saccharomyces Cerevisiae: Correlação Com estresses Químicos e Físicos
Autor(es): FERNANDO LUCAS P. SOARES
Orientador: FERNANDES, P. M. B.
Data do documento: 31-Mar-2005
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Citação: FERNANDO LUCAS P. SOARES, Influência da Pressão Hidrostática Em saccharomyces Cerevisiae: Correlação Com estresses Químicos e Físicos
Resumo: RESUMO Leveduras são organismos unicelulares expostos a ambientes altamente variáveis, acerca de viabilidade de nutrientes, temperatura, pH, radiação, acesso ao oxigênio e, especialmente, atividade da água. A evolução tem selecionado leveduras tolerantes, até certo ponto, a estes estresses ambientais. Altas pressões hidrostáticas (HHP) exercem um amplo efeito sobre células de leveduras, interferindo nas membranas celulares, arquitetura celular e em processos de polimerização e desnaturação de proteínas. O padrão de expressão gênica de S. cerevisiae em resposta a HHP revelou um perfil de resposta ao estresse. A maioria dos genes induzidos estão envolvidos na defesa ao estresse e metabolismo de carboidratos, enquanto a maioria dos genes reprimidos pertencem a categoria de progressão do ciclo celular e síntese de proteínas (Fernandes et al., 2004). O óxido nítrico (NO) é uma molécula simples e única que possui diversas funções em organismos, incluindo a de mensageiro intracelular e intercelular. A influência do NO no crescimento de Saccharomyces cerevisiae e como molécula sinalizadora em resposta ao estresse de HHP foi avaliada. Células respirando foram mais sensíveis a um aumento na concentração intracelular de NO que células crescendo fermentativamente. Baixos níveis de NO demonstraram um efeito citoprotetor durante o estresse causado pela pressão hidrostática. A indução da NO sintase foi isoforma-específica e dependente do estado metabólico da célula e da via de resposta ao estresse. Estes resultados suportam a hipótese que um aumento na concentração intracelular do NO leva à proteção contra o estresse de HHP. Além disso, a aquisição de tolerância a alta pressão hidrostática de 220 MPa em resposta ao pré-tratamento com 0,4 mM de peróxido de hidrogênio, 6 % de etanol ou choque frio de 10 ºC por diferentes intervalos de tempo foi estudado na levedura S. cerevisiae. A proteção conferida por estes diferentes tratamentos foi similar, aproximadamente 3 log, e dependente do tempo. A análise da indução dos principais genes induzidos pela pressão sobre estas condições foi investigada por RT-PCR. Nossos resultados revelaram que a resposta celular a HHP possui características comuns com os estresses de peróxido de hidrogênio e etanol, mas difere em alguns aspectos ao choque frio. Também, foi observado que média pressão induz parada no ciclo celular e proteção contra estresses severos, como alta temperatura, alta pressão e congelamento. Entretanto, esta proteção foi significante apenas quando as células eram incubadas à pressão atmosférica após o tratamento com HHP. A expressão dos genes que são induzidos por HHP e são relacionados à resistência a este estresse também foi analisada, e, para a maioria destes, a maior indução foi atingida após 15 min póspressurização. Juntos estes resultados implicam em uma interconexão entre estes estresses
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/9950
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