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Título: Alterações dermatológicas em pacientes coinfectados cronicamente pelos vírus da Hepatite C e HIV em comparação com pacientes infectados apenas pelo vírus da hepatite C ou HIV atendidos no Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes - Vitória (Espírito Santo) – Brasil
Autor(es): Medeiros, Karina Bittencourt
Orientador: Diniz, Lucia Martins
Data do documento: 7-Ago-2018
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Resumo: Introdução: A pele é acometida em mais de 90% dos pacientes infectados pelo vírus da imunodeficiência humana adquirida ao longo da doença. E os infectados pelo vírus da hepatite C, entre 40 e 74% apresentam ao menos uma manifestação extra-hepática no curso da doença. Nos estudos das afecções cutâneas, são poucos os dados na literatura sobre incidência, prevalência e particularidades clínicas nos coinfectados pelos vírus da imunodeficiência humana adquirida e hepatite C. Objetivo: Determinar as dermatoses nos coinfectados pelos vírus da hepatite C e vírus da imunodeficiência humana adquirida e compará-las aos monoinfectados pelos vírus da hepatite C ou vírus da imunodeficiência humana adquirida. Pacientes e Métodos: Estudo descritivo realizado no Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes, em Vitória (ES) em pacientes coinfectados pelos vírus da hepatite C e vírus da imunodeficiência humana adquirida e comparando com grupos infectados pelos vírus da imunodeficiência humana adquirida ou vírus da hepatite C. Foram examinadas pele, mucosa oral e unhas na busca de dermatoses e anotada a presença de prurido. Resultados: Foram atendidos 134 pacientes, 31 coinfectados pelos vírus da imunodeficiência humana adquirida/vírus da hepatite C, 62 infectados pelo vírus da imunodeficiência humana adquirida e 41 pelo vírus da hepatite C. Em comparação com os indivíduos monoinfectados pelo vírus da imunodeficiência humana adquirida, o grupo coinfectado pelos vírus da imunodeficiência humana adquirida/vírus da hepatite C apresentou mais casos de dermatoses sugestivas de alterações hepáticas (OR: 3,040, p=0,001) e de discromias (OR: 2,315, p=0,005). O grupo coinfectado em relação ao infectado pelo vírus da hepatite C teve mais infecções cutâneas (OR: 2,272, p=0,002) e dermatoses sugestivas de alterações hepáticas (OR: 2,536, p=0,002). Ao avaliar o prurido, o grupo coinfectado não apresentou diferença em relação ao infectado pelo vírus da imunodeficiência humana adquirida, mas o prurido esteve mais presente no infectado pelo vírus da hepatite C que nos coinfectados (OR: 1,963, p=0,001). Discussão: Os pacientes coinfectados apresentaram maior tendência a dermatoses sugestivas de doença hepática do que os infectados pelo vírus da hepatite C ou pelo vírus da imunodeficiência humana adquirida. Tal alteração ocorre pela doença 12 hepática propriamente dita, agravada pela coinfecção com vírus da imunodeficiência humana adquirida. Os pacientes coinfectados apresentaram maior frequência de discromias em relação ao grupo infectado pelo vírus da imunodeficiência humana adquirida. O prurido não foi significante no grupo dos monoinfectados pelo vírus da imunodeficiência humana adquirida em comparação aos coinfectados, porém, esteve mais presente no grupo monoinfectado pelo vírus da hepatite C, possivelmente isso se deveu a interferência do vírus da imunodeficiência humana adquirida nos mecanismos do prurido do vírus da hepatite C. Conclusões: A coinfecção vírus da imunodeficiência humana adquirida/vírus da hepatite C predispôs a maior frequência de dermatoses infecciosas, discromias e alterações cutâneas de hepatopatias e contribuiu na diminuição do prurido cutâneo. Pacientes com estigmas cutâneos de alterações hepáticas, mas sem prurido pode direcionar para a dupla infecção vírus da imunodeficiência humana adquirida/vírus da hepatite C.
Background: The skin is affected in more than 90% of human immunodeficiency virus patients throughout the disease. And those infected by hepatitis C virus, between 40 and 74% present at least one extrahepatic manifestation in the course of the disease. In studies of cutaneous conditions, there are few data in the literature about incidence, prevalence and clinical specificities in those coinfected with human immunodeficiency virus and hepatitis C virus. Objective: To determine the dermatoses in patients coinfected by hepatitis C virus and human immunodeficiency virus and to compare them with the monoinfected by hepatitis C virus or human immunodeficiency virus. Patients and methods: A cross-sectional, descritive study was performed at the Cassiano Antônio Moraes University Hospital in Vitória (ES) in patients coinfected with hepatitis C virus and human immunodeficiency virus and in the groups infected by human immunodeficiency virus or hepatitis C virus. Skin, oral mucosa and nails were examined in the search for dermatoses and the presence of pruritus was recorded. Results: A total of 134 patients were examined, 31 human immunodeficiency virus/hepatitis C virus coinfected, 62 human immunodeficiency virus infected and 41 hepatitis C virus infected. Compared to human immunodeficiency virus monoinfected individuals, the coinfected group had more cases of dermatoses suggestive of hepatic alterations (OR:3.040, p=0.001) and more cases of dyschromias (OR:2.315, p=0.005). The group infected by HCV infected had more skin infections (OR:2.272, p=0.002) and more cases of dermatoses suggestive of hepatic alterations (OR:2.536, p=0.002) when compared to those coinfected. When evaluating pruritus, the coinfected group showed no difference in compared to the human immunodeficiency virus infected group, but was more present in the hepatitis C virus infected individuals than in those coinfected (OR:1.963, p=0.001). Discussion and conclusion: The coinfected patients were more likely to present dermatoses suggestive of liver disease than those infected with hepatitis C virus or human immunodeficiency virus. Such differance occurs due to hepatic disease itself, aggravated by human immunodeficiency virus coinfection. The coinfected patients had a higher frequency of 14 dyschromia than the human immunodeficiency virus monoinfected group. Pruritus was not significantly different in its frequency in the human immunodeficiency virus monoinfected group compared to coinfected but was more present in the hepatitis C virus monoinfected group, possibly due to human immunodeficiency virus interference in the mechanisms of hepatitis C virus pruritus. Human immunodeficiency virus / hepatitis C virus coinfection predisposed to the increased frequency of infectious dermatoses, dyschromia and cutaneous alterations of liver diseases and contributed to the reduction of cutaneous pruritus. Patients with cutaneous stigmata of hepatic abnormalities, but without pruritus can direct the suspicion towards the double human immunodeficiency virus / hepatitis C virus infection.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/10594
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