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Título: Geografia do crime : homicídios e aspectos demográficos no Brasil e estado do Espírito Santo
Autor(es): Lira, Pablo Silva
Orientador: Castiglioni, Aurélia Hermínia
Data do documento: 25-Mar-2019
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Resumo: O aumento gradativo dos homicídios, observado desde meados da década de 1980 no Brasil, e as atuais taxas constatadas tornam inegável a necessidade de desenvolver estudos e pesquisas que propiciem uma melhor compreensão sobre o fenômeno da criminalidade violenta letal. Pesquisadores do campo da segurança pública, como Waiselfisz (2014) e Cerqueira (2014), apontam que as principais vítimas e perpetradores dos homicídios na maioria das vezes são jovens do sexo masculino, com idades entre 15 e 29 anos, afrodescendentes e moradores de espaços urbanos considerados desprivilegiados sob o prisma social, econômico e infraestrutural. Essas características revelam um padrão demográfico da criminalidade violenta, aqui representada pelos homicídios. O propósito desta pesquisa é aprofundar a análise e etiologia dos homicídios sob a perspectiva da demografia. Por tomar o espaço como categoria central, a geografia evidencia um vasto campo teórico e um conjunto de ferramentas de análise espacial que favorecem o embasamento de teses sobre a criminalidade violenta letal. Somado a isso, a demografia tende a contribuir na investigação das características populacionais que explicam a matriz social que dá origem à violência traduzida pelos homicídios. A hipótese admitida neste estudo é de que a variação dos homicídios é explicada por aspectos demográficos. Com base nessa premissa, são suscitadas as seguintes questões: Aspectos demográficos contribuem para explicar a variação espaço-temporal dos homicídios? Se a resposta dessa questão norteadora for positiva, qual(quais) fator(es) demográfico(s) apresenta(m) maior potencial explicativo? E em que medida esse(s) aspecto(s) influencia(m) o(s) homicídio(s)? A discussão bibliográfica aqui apresentada é fundamentada na vertente das pesquisas sobre o crime, das quais se destaca a geografia do crime, e dos estudos demográficos. Os métodos econométricos empregados por Mello e Schneider (2007) e Cerqueira e Moura (2014) são utilizados como referências teórico-metodológicas iniciais para desenvolver e operacionalizar análises sobre homicídios e aspectos demográficos no nosso modelo empírico no quadro das Unidades da Federação (UFs) e dos municípios do estado do Espírito Santo, a partir dos bancos de dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM/DATASUS), Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), dentre outros. Os resultados de tal modelo empírico são tomados como ponto de partida para o desenvolvimento de análises geográficoestatísticas. Dentre os principais resultados alcançados, corroboramos que determinados aspectos demográficos, tais como a densidade demográfica, a proporção de domicílios adequados, a proporção de imigrantes, a proporção de homens jovens e as condições educacionais da população, explicam, em parte, a variação dos homicídios.
The gradual increase in homicides observed since the mid-1980s in Brazil, and the current rates identified, make it undeniable the need to develop studies and research that provide a better understanding of the phenomenon of lethal violent crime. Researchers in the field of public security, such as Waiselfisz (2014) and Cerqueira (2014), point out that the main victims and perpetrators of homicides are mostly young men, aged 15-29 years, afro-descendants and residents of spaces considered underprivileged from a social, economic and infrastructural prism. These characteristics reveal a demographic pattern of violent crime, here represented by homicides. The purpose of this research is to deepen the analysis and etiology of homicides from a demographic perspective. By taking space as a central category, geography reveals a vast theoretical field and a set of spatial analysis tools that favor the foundation of theses on lethal violent crime. In addition, demography tends to contribute to the investigation of population characteristics that explain the social matrix that gives rise to the violence translated by homicides. The hypothesis admitted in this study is that the variation of homicides is explained by demographic aspects. Based on this premise, the following questions are presented: Do demographic aspects contribute to explain the spatial and temporal variation of homicides? If the answer to this guiding question is positive, which demographic factor has the greatest explanatory potential? And to what extent does this aspect influence homicide? The bibliographic discussion presented here is based on the research on crime, which highlights the geography of crime and demographic studies. The econometric methods employed by Mello and Schneider (2007) and Cerqueira and Moura (2014) are used as initial theoretical-methodological references to develop and operationalize analyzes of homicides and demographic aspects in our empirical model within the Federal Units (UFs) and of the municipalities of the state of Espírito Santo, through the databases of the Mortality Information System (SIM/DATASUS), Brazilian Institute of Geography and Statistics (IBGE), among others. The results of such an empirical model are taken as a starting point for the development of geographic-statistical analyzes. Among the main results obtained, we corroborate that certain demographic aspects, such as demographic density, the proportion of suitable households, the proportion of immigrants, the proportion of young men and the educational conditions of the population, explain, in part, the variation of homicides.
El aumento gradual de los homicidios, observado desde mediados de la década de 1980 en Brasil, y las actuales tasas constatadas, hacen innegable la necesidad de desarrollar estudios e investigaciones que propicien una mejor comprensión sobre el fenómeno de la criminalidad violenta letal. Los investigadores del campo de la seguridad pública, como Waiselfisz (2014) y Cerqueira (2014), apuntan que las principales víctimas y perpetradores de los homicidios la mayoría de las veces son jóvenes del sexo masculino, con edades entre 15 y 29 años, afrodescendientes y habitantes de espacios urbanos considerados desprivilegiados bajo el prisma social, económico e infraestructural. Estas características revelan un patrón demográfico de la criminalidad violenta, aquí representada por los homicidios. El propósito de esta investigación es profundizar el análisis y etiología de los homicidios desde la perspectiva de la demografía. Por tomar el espacio como categoría central, la geografía evidencia un vasto campo teórico y un conjunto de herramientas de análisis espacial que favorecen el fundamento de tesis sobre la criminalidad violenta letal. Sumado a ello, la demografía tiende a contribuir en la investigación de las características poblacionales que explican la matriz social que da origen a la violencia traducida por los homicidios. La hipótesis admitida en este estudio es que la variación de los homicidios es explicada por aspectos demográficos. Sobre la base de esta premisa, se plantean las siguientes cuestiones: ¿Aspectos demográficos contribuyen a explicar la variación espacio-temporal de los homicidios? Si la respuesta de esta cuestión orientadora es positiva, ¿cuál es el factor demográfico que presenta mayor potencial explicativo? ¿Y en qué medida ese aspecto influye en el homicidio? La discusión bibliográfica aquí presentada es fundamentada en la vertiente de las investigaciones sobre el crimen, de las cuales se destaca la geografía del crimen, y de los estudios demográficos. Los métodos econométricos empleados por Mello y Schneider (2007) y Cerqueira y Moura (2014) se utilizan como referencias teórico-metodológicas iniciales para desarrollar y operacionalizar análisis sobre homicidios y aspectos demográficos en nuestro modelo empírico en el marco de las Unidades de la Federación (UF) de los municipios del estado de Espírito Santo, A partir de los bancos de datos del Sistema de Información sobre Mortalidad (SIM/DATASUS), Instituto Brasileño de Geografía y Estadística (IBGE), entre otros. Los resultados de este modelo empírico se toman como punto de partida para el desarrollo de análisis geográfico-estadísticos. Entre los principales resultados, corroboramos que determinados aspectos demográficos, tales como la densidad demográfica, la proporción de domicilios adecuados, la proporción de inmigrantes, la proporción de hombres jóvenes y las condiciones educativas de la población, explican en parte la variación de los homicidios.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/11165
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