Use este identificador para citar ou linkar para este item: http://repositorio.ufes.br/handle/10/3550
Título: A criação de unidades de conservação no Espírito Santo entre 1940 e 2000 : contextualização, conflitos e redes de interesse na apropriação social do meio ambiente
Autor(es): Santos, Leonardo Bis dos
Orientador: Ribeiro, Luiz Cláudio Moisés
Palavras-chave: Unidades de conservação
História ambiental
História política
Data do documento: 11-Abr-2016
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Resumo: Os debates ambientais estão na ordem do dia. Surgem como assunto nos círculos mais variados, dada sua relevância para a reprodução material das sociedades. Produtos no mercado do consumo com selos verdes e partidos políticos cuja pauta central é a defesa ambiental fazem parte do cotidiano. Mas como essa agenda foi sendo construída na história recente? Nesse sentido, a presente tese, a partir do estudo de caso do Estado do Espírito Santo entre os anos de 1940 e 2000, visa contribuir com dados e fontes. Teoricamente, o estudo abarca o diálogo entre a História Política e a História Ambiental, utilizando conceitos de autores consagrados como Pierre Bourdieu. Empiricamente, buscou-se fazer um levantamento sobre a criação de áreas protegidas ou unidades de conservação, entendidas como políticas públicas que visam a proteção da natureza. Dado o recorte temporal do estudo, verificou-se a origem, estruturação e consolidação da política pública, demonstrando o desenvolvimento das ações, individuais e/ou coletivas, em torno das diferentes formas de apropriação dos recursos ambientais, ora demonstradas na economia, na política e/ou nas práticas socioculturais. Assim, fica bastante evidente que no período de surgimento dessa política, dada a ausência de movimentos sociais organizados, o capital político de seus defensores foi substantivo. Ao tempo em que com o avanço da democratização no Brasil e o contexto internacional de questionamento dos modelos de acumulação de riquezas e de exaustão das condições materiais da vida no planeta, a pauta ambiental no Estado do Espírito Santo passa a mobilizar cada vez mais agentes em torno de sua defesa. O capital político individual paulatinamente vai cedendo espaço para o capital simbólico proveniente da mobilização social. Essa mudança ao longo das seis décadas é marcante no processo de definição das agendas públicas. Todo o material foi analisado segundo as ideias-chave de redes e conflitos sociais, num movimento constante e contraditório de inter-relação.
Los debates ambientales están a la orden del día. Surgen como asunto en los círculos más variados, dada su relevancia para la reproducción material de las sociedades. Los productos en el mercado de consumo con etiqueta verde y los partidos políticos cuya meta principal es la defensa del medio ambiente, forman parte de lo cotidiano. Pero, ¿como ha llegado a ser así, en nuestra historia reciente? Para ello, la presente tesis, a partir del estudio del caso del Estado de Espírito Santo (Brasil) entre los años 1940 y 2000, pretende contribuir con datos y fuentes. Teóricamente, el estudio abarca el diálogo entre la Historia Política y la Historia Ambiental, utilizando conceptos de autores consagrados como Pierre Bourdieu. Empíricamente se pretendió llevar a cabo una encuesta sobre la creación de áreas protegidas o unidades de conservación, entendidas como políticas públicas cuyo objetivo es la protección de la naturaleza. Dado el marco temporal del estudio, se verificó el origen, la estructura y la consolidación de la política pública, demostrando el desarrollo de las acciones, individuales y/o colectivas, en torno a las diferentes formas de apropiación de los recursos ambientales, ya sea evidenciadas en la economía, en la política y/o en las prácticas socioculturales. Así, resulta palmario que en el periodo en el que surgió esta política, y dada la ausencia de movimientos sociales organizados, el capital político de sus defensores fue sustantivo. A la vez que con el avance de la democratización en Brasil y el contexto internacional de cuestionamiento de los modelos de acumulación de riqueza y el agotamiento de las condiciones materiales de vida en el planeta, la agenda ambiental en el Estado de Espírito Santo (Brasil) pasa a movilizar más agentes en torno a su defensa. Paulatinamente, el capital político individual va dejando espacio al capital simbólico proveniente de la movilización social. Este cambio, a lo largo de seis décadas, es decisivo a la hora de la definición de las agendas públicas. Todo el material fue analizado teniendo en cuenta las ideas-clave de redes de conflictos sociales, en un movimiento constante y contradictorio de interrelación.
Discussions about the environment are part of the day. They come up as subject in the most variable circles, given its relevance to the continuous material reproduction of the society. Products with green seals certifications and political parties whose main concern is the environmental cause is part of people's lives daily. But how have this agenda been built in recent history? Following this thought, the present thesis, initiating from the case study of the state of Espírito Santo (Brazil) between the years 1940 and 2000, aims to contribute with data and information source. Theoretically, this study consists of the dialog between Political History and Environmental History, applying concepts of renowned authors like Pierre Bourdieu. Empirically, the objective was to tabulate the creation of protected areas or conservation units, which can be seen as government actions in order to conserve nature. Given the time range the study covered, it could be noticed the origin, organization and consolidation of the government operation, showing the development of the actions, single and/or collective, about the different forms of use of the natural resources, sometimes visible in the economy, politics and/or sociocultural habits. That way, it becomes very clear that in the period of arising of this new politics, given the absence of organized social movements, the political capital of its defensors was imperative. By the time in which the progress of the democracy in Brazil and the international context of questioning the models of wealth accumulation and the exhaustion of the natural resources in the planet, the envinronmental schedule in the state of Espírito Santo (Brazil) begins to mobilize more and more agents to its cause. The individual political capital slowly gives place to the symbolic capital deriving out of the social mobilization. This change, in the course of six decades, is notable in the process of definition of public agendas. The total of the material was analysed according to main principles of network and social conflict, on the constant and contradictory movement of interrelationship.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/3550
Aparece nas coleções:PPGHIS - Teses de doutorado

Arquivos associados a este item:
Arquivo TamanhoFormato 
tese_5876_tese Leonardo Bis.pdf4.43 MBAdobe PDFVisualizar/Abrir


Os itens no repositório estão protegidos por copyright, com todos os direitos reservados, salvo quando é indicado o contrário.