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Título: Avaliação do efeito do cultivo axênico prolongado e da interação com células MDCK em propriedades de patogenicidade de um isolado clínico do gênero Acanthamoeba
Autor(es): Prado, Guilherme Pinho do
Orientador: Falqueto, Aloísio
Coorientador: Bueloni, Cinthia Furst Leroy Gomes
Palavras-chave: Citopático
MDCK
Clorexidina
Data do documento: 21-Jul-2017
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Citação: PRADO, Guilherme Pinho do. Avaliação do efeito do cultivo axênico prolongado e da interação com células MDCK em propriedades de patogenicidade de um isolado clínico do gênero Acanthamoeba. 2017. 46 f. Dissertação (Mestrado em Doenças Infecciosas) - Programa de Pós-Graduação em Doenças Infecciosas, Universidade Federal do Espírito Santo, Vitória, 2017.
Resumo: As Amebas de Vida Livre (AVL) do gênero Acanthamoeba são protozoários encontrados em todos os ambientes do mundo, e podem causar doenças como Ceratite e Encefalite Granulomatosa. Os avanços no conhecimento dessas amebas e de seu processo invasivo, da sua variabilidade fenotípica e genotípica, bem como o desenvolvimento de metodologias diagnósticas e terapêuticas, só têm sido possíveis devido a ferramenta de cultivo desses microrganismos. No entanto, seu cultivo prolongado e sua passagem em hospedeiros (ou células) podem alterar a maquinaria celular e modificar mecanismos relacionados a patogenicidade, tornando-os amebas mais ou menos virulentas. No presente trabalho, procurouse investigar características in vitro associadas à patogenicidade de Acanthamoeba castetellanii (Genótipo T4), utilizando quatro amostras de um mesmo isolado clínico, originado de raspado de córnea, a fim de investigar sua virulência. Células epiteliais da linhagem MDCK foram utilizadas para verificar o efeito citopático. Também foi avaliado o meio onde as amebas foram cultivadas (meio condicionado) visando verificar a atividade de proteases em gel e o efeito citotóxico gerado em culturas de MDCK. Foram verificadas as porcentagens de encistamento e a resposta da cultura de amebas a partir da exposição à clorexidina. Os dados obtidos nesse trabalho confirmaram o potencial patogênico das amostras, especialmente aquelas que sofreram passagem em MDCK. O meio condicionado não produziu efeito citotóxico significativo sobre a monocamada de células. O perfil zimográfico evidenciou um padrão muito parecido em todas as amostras testadas, diferenciando apenas a amostra de longo período de axenização, havendo o aumento de uma banda de aproximadamente 133 kDa. Foi verificado que a porcentagem de encistamento das amostras recém axenizadas foi maior que as de longo período de axenização, sendo que esta última amostra obteve taxas maiores de encistamento após interação com MDCK. O teste com a clorexidina demonstrou que, apesar da amostra ser oriunda de uma mesma fonte, as condições de manutenção das amostras levaram a comportamentos distintos. Neste trabalho foi observado que após nove anos de cultivo axênico, a ameba perde virulência, contudo a recupera após passagem em células, como a MDCK. Colaborando para que os estudos em Acanthamoeba avancem demonstrando a potencialidade plástica da ameba em gerir seu perfil patogênico.
The free-living amoeba (FLA) of the genus Acanthamoeba are protozoan found in all environments of the world, and can cause diseases such as Keratitis and Granulomatous Encephalitis. Advances do not know the amoebae and their invasive process, their phenotypic and genetic variability, as well as the development of diagnostic and therapeutic methodologies, are only being fulfilled with the microorganisms cultivation tool. However, their prolonged cultivation and their passage into hosts (or cells) can change a cellular machinery and modify mechanisms related to pathogenicity, making them amoebas more or less virulent. In the present work, we investigated in vitro characteristics associated with the pathogenicity of Acanthamoeba castetellanii (Genotype T4), using four samples from a clinical isolate, originating from corneal scraping, in order to investigate its virulence. Epithelial cells of the MDCK lineage lengths for checking the cytopathic effect. It was also evaluated the environment where as amebas were cultured (conditioned medium) to verify the activity of proteases in gel and the cytotoxic effect generated in cultures of MDCK. The percentages of binding and response of the amoeba culture from chlorhexidine exposure were verified. The data obtained in the work confirm the pathogenic potential of the samples, especially those that underwent passage in MDCK. The environment did not produce a significant cytotoxic effect on a cell monolayer. The zimographic profile showed a very similar pattern in all the samples tested, differentiating only one sample from a long period of axenization, with a band of approximately 133 kDa increasing. It was verified that the binding percentage of the newly axenized samples was higher than the development period, and that the latter test obtains higher binding rates after interchange with MDCK. The chlorhexidine test demonstrated that, despite the sample from the same source, as sample maintenance conditions led to different behaviors. In this work was observed in two years of axenic cultivation, an amoeba loses virulence, yet it recovers it after passage in cells, as an MDCK. Collaborate for studies in Acanthamoeba advance demonstrating a plastic amoeba's potential in managing its pathogenic profile.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/7153
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