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Título: Fatores sociodemográficos, comportamentais e clínicos associados à sífilis em parturientes com recém-nascidos prematuros : um estudo de caso-controle
Autor(es): Cunha, Carla Baroni
Orientador: Miranda, Angélica Espinosa Barbosa
Coorientador: Rodrigues, Rodrigo Ribeiro
Data do documento: 3-Mai-2016
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Citação: CUNHA, Carla Baroni. Fatores sociodemográficos, comportamentais e clínicos associados à sífilis em parturientes com recém-nascidos prematuros: um estudo de caso-controle. 2016. 83 f. Dissertação (Mestrado em Doenças Infecciosas) - Programa de Pós-Graduação em Doenças Infecciosas, Universidade Federal do Espírito Santo, Vitória, 2016.
Resumo: Introdução: A sífilis continua sendo um importante problema de saúde pública. Estima-se que dois milhões de grávidas são infectadas anualmente em todo mundo. O tratamento inadequado, ou o não tratamento, pode apresentar vários efeitos adversos como a prematuridade, o baixo peso ao nascer, a perda precoce do feto ou o óbito neonatal. Objetivo: Avaliar fatores sociodemográficos, comportamentais e clínicos associados à sífilis em parturientes com recém-nascidos prematuros. Métodos: Estudo epidemiológico observacional retrospectivo do tipo caso-controle realizado entre junho de 2012 e junho de 2013. Um total de 404 parturientes em parto prematuro foram atendidas no Hospital Universitário Cassiano Antônio Morais, em Vitória/ES. Destas 404 parturientes, 16 foram diagnosticadas como positivas para sífilis (caso) e 388 foram negativas. Destas últimas, 64 foram selecionadas, usando o critério de similaridade pela idade e município de residência a fim de que os grupos fossem semelhantes, para compor o grupo controle. Resultados: A média de idade materna foi de 24,01 anos (DP=7,36). Das gestantes positivas para sífilis, 87,5% possuíam escolaridade igual ou inferior a oito anos de estudo (p=0,005); 68,8% eram solteiras (p= 0,009); em 56,3% a primeira relação sexual ocorreu entre os 14 e os 17 anos (p= 0,042); 81,2% dos fetos nasceram vivos (p=0,052); 75,0% pesaram entre 1500 e 2499g (p= 0,006); e, em 37,5% o líquido amniótico continha mecônio (p= 0,003). Para o grupo controle, foram obtidos os seguintes dados: 51,6% possuíam escolaridade maior que oito anos de estudo; 68,8% eram casadas; em 53,1% das gestantes, a primeira relação sexual ocorreu entre os 14 e os 17 anos; 96,9% dos fetos nasceram vivos; 35,9% pesaram menos de 1500g; e 93,8% das parturientes não apresentaram mecônio no líquido amniótico. Após análise multivariada, apenas a presença de mecônio no líquido amniótico apresentou significância estatística [OR 7,9 (IC 95%: 1,30 - 47,98) p=0,025] para sífilis em gestantes com parto prematuro. Conclusão: Este estudo encontrou associação entre a presença de mecônio em líquido amniótico e sífilis em casos de partos prematuros atendidos no HUCAM. Além disso, é importante enfatizar a realização de triagem para sífilis na rotina pré-natal, conforme recomendação do Ministério da Saúde do Brasil, principalmente em casos de prematuridade.
Background: Syphilis remains an importante public health problem. It is estimated that 2 million pregnant women are infected annually worldwide. Inadequate or lack of a treatment may have serious adverse outcomes such as prematurity, low birth weight, early pregnancy loss or neonatal death. Objective: To evaluate sociodemographic, behavioral and clinical factors for syphilis in pregnant women with premature newborns. Methods: A case-control study was carried out between June 2012 and June 2013. A total of 404 pregnant women in preterm birth were attended at University Hospital Cassiano Antonio Moraes (HUCAM) in Vitória/ES. Out of these 404 parturient women, 16 were diagnosed as positive for syphilis (cases), and 388 were negative for syphilis, and out of these, 64 were selected using the criteria of similarity by age and city of residence in order to make similar groups. Results: The maternal mean age was 24.01 years (SD = 7.36). Among the pregnant women tested positive for syphilis, 87.5% had eight or less years of study (p = 0.005); 68.8% were single (p = 0.009); 56.3% had the first sexual intercourse between 14 and 17 years old (p = 0.042); 81.2% of the fetuses were born alive (p = 0.052); 75.0% weighed between 1500 and 2499g (p = 0.006); and 37.5% of the pregnant women had meconium in the amniotic fluid (p = 0.003). For the control group, 51.6% had eight or more years of study; 68.8% were married; 53.1% had the first sexual intercourse between 14 and 17 years old; 96.9% of the fetuses were born alive; 35.9% weighed less than 1500g; and 93.8% of the pregnant women had amniotic fluid without meconium. Multivariate analysis showed significant association of syphilis with the presence of meconium in the amniotic fluid [OR 7.9 (95% CI: 1.30 - 47.98) p=0.025] for preterm birth. Conclusions: This study showed an association between the presence of meconium in the amniotic fluid and syphilis in cases of premature births attended at HUCAM. Furthermore, it should be emphasized the necessity of screening for syphilis in antenatal care, as recommended by the Health Ministry of Brazil, especially in cases of preterm delivery.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/7162
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