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Título: Da crítica à religião à teoria do fetichismo em Marx
Autor(es): Noronha, Vitor César Zille
Orientador: Luchi, José Pedro
Palavras-chave: Crítica à Religião
Fetichismo
Marx
Santíssima Trindade de Mammon
Hegel
Data do documento: 22-Jun-2017
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Citação: NORONHA, Vitor César Zille. Da crítica à religião à teoria do fetichismo em Marx. 2017. 162 f. Dissertação (Mestrado em Filosofia) - Universidade Federal do Espírito Santo, Centro de Ciências Humana e Naturais.
Resumo: Seria possível sintetizar a crítica marxiana à religião na famosa assertiva em que nosso autor relaciona religião ao ópio? Grande parte dos defensores, assim como os acusadores, diria que sim. Para investigar os fundamentos teóricos e filosóficos desta leitura hegemônica, precisaremos retornar a Hegel, pois para Marx a religião é o que Hegel entendia como tal. Isso é, a religião verdadeira alicerceia ético-politicamente o Estado verdadeiro. Este Estado divinizado em Hegel é o que é combatido por Marx, primordialmente a partir de Feuerbach. Em seguida, apresentaremos a crítica à religião no original pensamento de Marx a partir de sua bibliografia primária, suas elaborações, continuidades e descontinuidades ao longo de sua trajetória intelectual. Pretendemos considerar os diálogos, aproximações, afastamentos e superações que se dão em relação a Hegel e Feuerbach, as duas maiores fontes do pensamento marxiano no que diz respeito ao fenômeno religioso. Por fim, adentraremos detidamente na teoria do fetichismo em Marx, apresentando a leitura enquanto Santíssima Trindade de Mammon (mercadoria, dinheiro e capital), proposta de inversão dialética a partir da categoria Santíssima Trindade em Hegel. A crítica à religião dá um passo fundamental e se torna momento negativo para a teoria do fetichismo, surge algo epistemologicamente e ontologicamente novo. O fetiche é a categoria central para se compreender o capitalismo como religião, é a mediação entre a vida real e o reflexo religioso que ocorre pelo valor (nas três formas funcionais, mercadoria, dinheiro e capital), sujeito das relações sociais. Ainda, faremos uma crítica à Marx por não ter aplicado a sua dialética universal-particular na religião, tal como fez por exemplo com a filosofia e a política, permanecendo ainda tributário do pensamento de identidade hegeliano, o que significa um grave problema lógico-metodológico interno ao pensamento de Marx. Mesmo que consiga captar o caráter dialético da religião protesto e legitimação, ao mesmo tempo , acaba abandonando sua coerência lógica de unidade dialética entre teoria e práxis, não dá o devido relevo ao potencial utópico da religião e a possibilidade concreta de existência de uma religião antifetichista.
Would it be possible to synthesize the marxian critique of religion into the famous assertion in which the author relates religion to opium? Either proponents or opponents would say yes. To investigate the theoretical and philosophical basis of this hegemonic reading, we will need to return to Hegel, since to Marx religion is what Hegel understands as it. Thus, the true religion lays the political ethics foundation of the true State. This divine-made State to Hegel is exactly what is opposed by Marx mostly from Feuerbach’s ideas. Subsequently, we will present a original marxian critique of religion from his primary bibliography, his elaborations, his continuities and discontinuities through his intellectual trajectory. We intend to consider his dialogs, approximations, distances and overcomings in relation to Hegel and Feuerbach, the two greatest sources of the marxian thought on the religious phenomenon. At last, we will penetrate meticulously in the theory of fetishism in Marx, presenting it as the Holy Trinity of Mammon (commodity, money and capital), the proposal of a dialectical inversion from the Hegelian category of the Holy Trinity. The critique of religion takes a fundamental step and becomes the negative momentum to the theory of fetishism. Something epistemologically and onthologically new arises. The fetishism is the corecategory to understand the capitalism as religion, it is the mediation between real life and the religious reflection that occurs through value (in the three functional forms, commodity, money and capital), subject of social relations. In addition, we will elaborate a critique to Marx since he did not applied his universal-particular dialectic to religion, as he did to philosophy and politics, for example, remaining still tributary to a hegelian identified thought, which means a deep logicalmethodological problem inside Marx’s thought. Eventhough he could capture the dialectical aspects of religion - protest and legitimation, at the same time – he abandons his logical coherence of dialectical unity between theory and practice. Marx doesn’t esteem properly the utopic potential of religion and the concrete possibility of a antifetishist religion.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/9370
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